21 de nov de 2017

MARCO AUR... "NO MAIOR PIQUE"!

Marco Aur  - foto Kika Antunes


O músico Marco Aur convida a criançada para o show “No maior pique”, dia 03 de dezembro, domingo, às 11h, no Teatro do CREA Cultural (Av. Álvares Cabral, 1600 - Santo Agostinho – BH – MG). 

Após muitos pedidos, em um período de 4 anos desde o lançamento do disco homônimo “No maior pique”, Marco Aur retorna aos palcos de Belo Horizonte com o show “no maior pique” com suas músicas infantis que vêm encantando crianças e pais por todo lado por onde andou. 

No palco,  Marco Aur será acompanhado por Laura Souza, Ernane Marcos, Claudio Queiroz, Gustavo Scarpa e Daniel Magalhães. Caixas de folia se misturam com flautas de taquara e tambor de língua. O trio baixo, guitarra e bateria também não poderia estar fora. A sanfona sacode os acordes e o piano martela firme o bom e velho rock’n’roll. Sua voz também se integra de forma suave, como se Elvis estivesse vivo e fosse um avô carinhoso para as crianças. Vale conferir, “Pé de moleque”:

Você conhece algum moleque?
“Conheço, o Felipe!”
E se eu lhe disser, aceita um pé de moleque
“Eca papai!”

A contemporaneidade das canções tem em sua essência vários estilos musicais que convidam a cantar e dançar, e vão do rock sessentinha ao samba, passando pelo baião e pelo repente nordestino. Em sintonia com a riqueza das expressões da infância brasileira, forjada nos terreiros e praças do interior de Minas, Aur se sente à vontade no palco, dirigindo sua banda com a batuta de um brincante nos pátios da escola. Não foram em vão suas tardes jogando bolinha de gude na terra batida em frente sua casa, nem os longos momentos em que contemplava a cidade de cima do trepa-trepa da escola. Suas músicas tem o reflexo de uma infância rica de sons, cheiros, animais no terreiro e muitos amigos na pracinha. Isso pode ser conferido nas escolhas que ao longo do tempo vem fazendo. 

“São músicas que nasceram assim, cobertas de lama, com cheiro de quintal, de broa na cozinha, de cachorro lambendo minhas mãos, de alguém que se deita no chão lajeado pra sentir-se refrescado. Minha infância me deu muitos prazeres, me encontrava com a natureza com olhos abertos e me nutria de sensações reais, que me possuíam e eu a elas. Sei o que é o brincar profundo, a imaginação e o mistério de recriar a natureza, recriar o mundo fora e dentro de mim. O brincar me salvava do meu temperamento e das dificuldades de todo dia. Nesse show não escondo nada das crianças e de seus pais. Não venham somente pra se divertir, mas para se jogarem na lama, no chão batido, pra descerem a rua na patinete azul correndo muitos riscos.” (Marco Aur)

Os ingressos para o show do dia 03/12/17 podem ser adquiridos pelo site: https://www.sympla.com.br/marcoaur-no-maior-pique__216879
ou na loja: Livraria Ouvidor, Rua Fernandes Tourinho, 253 – Savassi, Belo Horizonte, MG (31) 3221.7473. Informações adicionais: 31 986237827

Marco Aur  - foto Kika Antunes

MARCO AUR
Mineiro de Caeté, Marco Aur começou seus estudos de música ainda muito cedo com alguns dos melhores seresteiros da cidade. Ampliou seus estudos ao ingressar na Corporação Musical Nossa S. do Bonsucesso, e mais tarde, com seus irmãos, formou a banda Quarta Dimensão, com a qual rodou o país. Já em Belo Horizonte, estudou Composição na UFMG, além de mestrado em educação musical, aprofundando seus conhecimentos na cultura da infância com a dissertação AS CANTIGAS DE RODA NA CRECHE JARDIM FELICIDADE – CENÁRIO VIVO PARA O “EXERCÍCIO DO OLHAR” – (2011 - UFMG). No período em que cursava a faculdade de música formou a banda Trinidad, com alguns de seus colegas. Gravou algumas dezenas de cds com suas bandas e também colaborando com artistas locais, tais como, Chico Lobo e Alda Rezende. Participou de vários projetos de educação musical e hoje é coordenador pedagógico do ACORDES, projeto de ensino de música erudita nas escolas, idealizado pela Fundação ArcelorMittal, com aulas de violino, cello e flautas. Atualmente o projeto contempla as cidades de João Monlevade e Juiz de Fora. Além disso, é professor de música nas Obras Educativas Padre Giussani, na região norte de Belo Horizonte, atendendo crianças de 02 a 06 anos de idade. Em 2013 lançou o cd “No maior pique”, cd este indicado ao Prêmio da Música Brasileira de 2014. Lançou também o cd “A missa dos meninos” em 2017, ambos pela gravadora Kuarup Música.

O DISCO:
Fruto de suas experiências como educador, suas viagens e suas inquietações pedagógicas e musicais, o projeto do cantor brinca e explora de maneira divertida, diversificada e lúdica com um universo infantil tão amplo trazendo uma mistura de gêneros musicais pouco explorados por profissionais ligados ao mercado voltado para as crianças. Longe de ser um repertório popular, o disco traz um caldeirão de ritmos combinados a experiências e histórias de aventuras vividas por alunos em sala de aula. O disco abre com Pé de Moleque, rockabilly com reminiscências vocais a Elvis Presley e bateria que lembra o ex-Beatle Ringo Star em início de carreira. A canção rock nos chama para as pistas de dança e anuncia o que vem por aí: música para curtir de montão, música que gruda na gente, música que transpõe a novos mundos. Em seguida aparece a canção Música na Cabeça, comentando o fenômeno da memória involuntária, muito típico das melodias populares. É um chorinho, com direito a pandeiro, clarineta e violão, apitos e até buzina de bicicleta. Tudo isso pra exorcizar o incômodo das canções que insistem em povoar nossa cabeça. Meu Dodói, terceira melodia do disco é hit. Não é possível passar ileso por este samba, sem um tropico, sem um arranhão. “Eu amo o meu dodói, ele é tudo pra mim”. Tanta importância assim tem muitos significados: como é duro machucar, como doeu, como eu preciso de carinho, mas também, que aventura eu passei, como eu sou forte e corajoso! É uma música cheia de ironia e humor. Alfafa, quarta canção do CD é um baião rasgado, reverenciando Luiz Gonzaga logo de cara. Sanfona, triângulo, violões e vozes. O som do sertão está no ar e nos convida para um rastapé. Bruna, faixa cinco do trabalho não espera. Se enfeita, se emboneca, se refestela. E vai ser de todas as bruxas, a feia mais bela. Vibrafone, bateria, concertina e risadas horripilantes, loops ácidos de Reason e cordas: um feitiço muito moderno de instrumentos e sons.  Se Você Quiser, a sexta canção entra e vai direto ao coração. Pai, mãe, menino e menina. Deveria ser, mas não é normal o pai pedir para brincar com o filho. A composição transforma sonho em atitude, muitas possibilidades, uma afeição concreta. Quem sabe é a criança que ensina e nos deixa entrar no seu mundo. Lembrando o grupo Uakti, um xilofone introduz a música, ritmando com as cordas do aço do violão e com o pandeiro. A clarineta, o baixo fretless e ao final uma irrupção de sons de djembes e guisos não assustam, a música excede. O Tubarão do Maurilo, faixa sete, é um haikai extraído do livro Rimarinhas de Maurilo Andreas. Não era para ser música porque a letra pequena desenvolve pouco, mas ela tem fôlego de bicho grande e muitos ruídos aquáticos que chamam a atenção. Clima de suspense e participação de Renato Braga narrando uma bela caçada. A seresteira Oh Mamãe é música de admiração e estima. Canção para se cantar alto com o coração pleno. A oitava canção do CD conta com a participação da cantora paulista Luciana Pires. Me Abraça, faixa nove, não era música, era um relato de experiência em sala de aula. Foi um fato. Triste, pois a criança sofrida não era capaz de um abraço, feliz, pois as aulas de música e a presença afetuosa de adultos fazem a diferença. Virou canção, pois as palavras foram ineficientes e pediram socorro. Novamente a música diz coisas indizíveis. A viola de repente nordestino introduz Bananeira, a faixa dez do CD. Executada pelo músico violeiro Chico Lobo, ela traz um ponteado típico do sertão que climatiza a música. Escala modal, triângulo, efeitos, violão seco e agudo e ao final, pífanos para novamente voltar à viola dinâmica nordestina. Suspensão, terra, sol e a infância plena. Você Sabe Me Dizer, última canção do álbum, foi criada em momento divertido, sobre uma cama, de barriga para o ar e muita vontade de brincar com os significados das palavras. A base rítmica feita com percussão corporal e beatbox foi criada naquele momento. Depois vieram o copo, os sacos, o pirex, o “latadrum” e outras pirações. O disco termina com a participação de Renato Boechat nos vocais. 

VISITE:

NO MAIOR PIQUE
de Marco Aur
03 dezembro, domingo, às 11h
Teatro do CREA Cultural
Av. Álvares Cabral, 1600, Santo Agostinho – Belo Horizonte/MG.
Ingressos: R$15,00 (meia), R$30,00 (inteira), já à venda:
ou na loja: 
LIVRARIA OUVIDOR, Rua Fernandes Tourinho, 253 – Savassi
Informações adicionais: 31 986237827


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