28 de abr de 2017

1ª edição do Dia Internacional do Jazz acontece em BH, neste domingo!


Elberto Furtado Jr. Aluizer Malab, Bebeto de Freitas e Toninho Horta,
 na Secretaria de Esportes e Lazer de BH, em tarde de apresentação do evento - foto: Márcia Francisco

No domingo, das 10h às 14h30, como iniciativa o Instituto João Horta em parceria com a PBH, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer e da Belotur, o Projeto "A Savassi é da gente" receberá Toninho Horta e Grupo, Grupo Trivial, Maria Bragança Trio, Banda Passupreto, Banda da Guarda Municipal de Belo Horizonte, Juarez Moreira Trio, Eneias Xavier, Jorge Continentino e Roda Jazz, em palco montado na Praça Diogo de Vasconcelos. Trata-se da primeira edição do  Dia Internacional do Jazz, na capital mineira.  A data, que foi criada pela UNESCO para destacar a importância deste gênero musical e sua contribuição na promoção de diferentes culturas e povos ao longo da história, é  comemorada em mais de 120 cidades ao redor do mundo e  celebra 100 anos de tradição e música.  Todos os eventos serão divulgados no site internacional http://jazzday.com/, no qual está também a comemoração realizada em BH.



Toninho Horta - divulgação
TONINHO HORTA CONVOCA "TODOS OS MÚSICOS DE BH E SEUS INSTRUMENTOS" para se unirem numa celebração do Dia Internacional do Jazz ao melhor estilo New Orleans! A idéia é uma super jam session, com ponto de encontro em frente ao palco do evento deste domingo em homenagem ao Dia Internacional do Jazz!!! "É chegar e tocar junto. É o jazz que fazemos aqui, música mineira com atitude, celebrando a liberdade do Jazz". diz Toninho.
“Quando Toninho nos procurou com este projeto, falamos na hora: temos que fazer”, revela o presidente da Belotur,  Aluizer Malab, na tarde de apresentação do evento.
O Secretário Municipal de Esporte e Lazer,  Bebeto de Freitas, recomenda que o público leve cadeira de praia, filtro solar e água e venha se divertir! "A praia da Savassi já está aberta!", brinca. 
O acesso ao evento "A Savassi é da gente",  que já está acontecendo com regularidade, por ação do prefeito Alexandre Kalil, que visa estimular a população a ocupar os espaços públicos da cidade, é gratuito. 
No entorno acontecerão práticas esportivas, lazer ao ar livre - brincadeiras como bambolê e corda, experiências gastronômicas com a presença de food trucks. ainda O plastico Rafael Abreu, que vai registrar tudo, pintando ao vivo, seguindo a proposta de abrir a praça, estimulando lazer e diversão.

A história do Jazz começou em 1917, quando a Original Dixieland Jass – depois Jazz – Band (ODJB), de Chicago, nos EUA, gravou, no dia 26 de fevereiro, as canções “Livery Stable Blues” e “Dixie Jass Band One-Step”.  

19 de abr de 2017

PLATÉIA LOTADA PARA OUVIR OS MANUSCRITOS DE BUENOS AIRES - OBRAS RECÉM DESCOBERTAS DE FRANCISCO MIGNONE, EM SUA PRIMEIRA APRESENTAÇÃO PÚBLICA: CONCERTO HISTÓRICO DE FERNANDO ARAÚJO E CELSO FARIA



Casa lotada na noite de 18 de abril, em Belo Horizonte, quando o auditório do Conservatório da UFMG, com seus 220 lugares ficou pequeno, mas, na medida exata para uma audiência perfeita da primeira apresentação pública dos Manuscritos de Buenos Aires. As obras recém descobertas de Francisco Mignone – um dos mais importantes compositores do século XX, completamente desconhecidas da comunidade acadêmica musical e do público geral, foram trazidas à tona, graças à tese de doutorado do violonista mineiro, Fernando Araújo.  O concerto das obras para violão, que trouxe Fernando Araújo e seu ex-aluno, o violonista Celso Faria ao palco para a mostra inédita foi de expressão singular que somou a curiosidade sobre o acervo datado de 1970 à execução primorosa das composições de Mignone, exatamente no ano em que se comemora 120 anos do seu nascimento.  
Para quem acredita em acaso, uma feliz coincidência. 
Para quem acredita em missão, o que eu chamaria de ‘Deusidência’.  

O caminho pelo qual os manuscritos trilharam desde as composições de Mignone, dedicadas ao Duo Pomponio-Zárate - casal de violonistas argentinos cujas interpretações encantaram Francisco Mignone, nos anos 70 e fizeram com que, já com quase 73 anos de idade, compusesse um conjunto de obras que deixaria a marca de seu legado eternizada em coerência com os primórdios de sua carreira – foi no mínimo inusitado. Segundo a vasta pesquisa do professor de violão da UFMG, violonista Fernando Araújo - Mestre em Música pela Manhattan School of Music de Nova York e, agora, Doutor em Música pela Escola de Música da UFMG -  após  anos sob a guarda do duo  Graciela Pomponio e Jorge Martínez Zárate,  as partituras – depois da morte do casal  caíram nas mãos de um estudante e  foram transitando em suas várias residências, pasme, guardados – ainda que por considerável relevância – em um saco de lixo! Aquele tradicional saco de lixo foi levado pelo estudante à Universidade de Buenos Aires e entregue em uma portaria da entidade. No conteúdo: peças que permaneceram, com exceção de uma (Lundu – anteriormente documentada com o título de ‘Brazilian Song’), inteiramente desconhecidas e ignoradas pela comunidade musical e acadêmica no Brasil, estando ausentes de todos os catálogos e literatura dedicados à obra de Mignone.  O acervo - embora acolhido, cuidadosamente -  ainda assim, permaneceu no local, até seu próximo destino: chegar ao conhecimento do violonista brasileiro, Fernando Araújo que, em quatro anos, não poupou esforços para compreender muito mais acerca dos manuscritos.

Na tese de doutorado, Fernando abordou os chamados “Manuscritos de Buenos Aires” em três aspectos: musicológico, interpretação e edição.  O trabalho altamente elogiado pela banca examinadora torna-se agora, certamente, material de consulta para a comunidade musical do mundo inteiro, documentando e somando valores à obra de Francisco Mignone e elevando a América Latina ao foco de importantes estudos relacionados, por exemplo, à edição de obras musicais – aspecto cuja literatura e pensamento ainda permanecem ligados à  abordagens oriundas do continente europeu. A torcida é para que a tese seja publicada em breve e, as obras, registradas fonograficamente.

Quem foi ao concerto inaugural dos “Manuscritos de Buenos Aires” pôde apreciar um repertório precioso por caráter histórico-musical, relacionado à obra de e que vêm de encontro às origens de sua obra e o forte respeito ao universo musical brasileiro. Mas, o valor do recital não se limita a este aspecto. Mergulhado no universo mignoniano, Fernando Araújo observou nas pesquisas, cada detalhe naquelas pautas, com dinâmica e percepção dos escritos originais, impecáveis. O que nos transporta para um 
lugar peculiar neste passeio pela música, guiando-nos, através dos tempos, 
para experimentar, com fidelidade, a proposta do compositor 
ao traçar notas e compassos, 
naqueles almaços que atravessaram quase 50 anos de 
sobrevivência, em obscuridade. Ouvir Fernando Araújo e Celso Faria 
nesta execução é privilégio e compromisso cultural.  Alia a beleza das delicadas 
composições à oportunidade de, em audição atenta, 
sermos testemunhas propagadoras de uma história de raro valor. 
Na platéia de estréia estavam 
apreciadores da música, músicos inúmeros, entre eles o violonista 
Juarez Moreira (co-realizador do Festival Internacional de Violão, 
ao lado de Araújo e Alieksey Viana, a produtora fonográfica 
Carminha Guerra/Selo Karmim, responsável pelo CD “Universal”, 
interpretado por Fernando Aráujo, gravado há alguns anos, 
o cantor e instrumentista Sérgio Pererê). 
É concerto obrigatório, nas melhores salas nacionais e internacionais. 
Material sobre o qual vale abrir, atentamente, o olhar. Ou, ainda, 
cerrar as pálpebras para potencializar a audição.


Márcia Francisco, jornalista e escritora - BH-MG-19/04/2017


Celso Faria e Fernando Araújo - fotos: Márcia Francisco




17 de abr de 2017

Belotur lança edital para licenciamento da marca ‘Pampulha’



A Belotur publicou, no Diário Oficial do Município (DOM), edital de licenciamento da marca ‘Pampulha’ para utilização em produtos comerciais. A marca, reconhecida mundialmente após o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, poderá ser utilizada em produtos de diversos segmentos como vestuário, calçadista e acessórios, materiais de escritório, souvenir, artigos para recreação, literário e impressos, eletrodomésticos e eletrônicos, bijuterias e joias, roupa de cama, mesa e banho, mobiliário e decoração, aplicativos e jogos eletrônicos, alimentos e bebidas, entre outros. 

Os interessados poderão solicitar o edital via e-mail (licitacoes.belotur@pbh.gov.br), pessoalmente junto à Comissão Permanente de Licitação da Belotur (Rua da Bahia, 888, 6º andar) ou no portal Belo Horizonte: www.belohorizonte.com.br . O prazo para a inscrição vai até 29 de dezembro de 2017, todas as propostas serão analisadas, homologadas e formalizadas pela Comissão de Licitação.

De acordo com Aluizer Malab, presidente da Belotur, o edital é um importante mecanismo de fomento ao setor que possibilitará que a marca da cidade, por meio da Pampulha, alcance maior projeção. “Essas ações vem ao encontro da iniciativa de valorizar nossa cidade e seus atrativos. Nossas marcas podem e devem circular o mundo afora como acontece em todos os grandes centros mais procurados como destino pelos turistas”, comenta Malab.

Para Gustavo Mendicino, diretor do Conjunto Moderno da Pampulha, o licenciamento da marca potencializa, ainda mais, a promoção de Belo Horizonte como atrativo turístico. “A utilização de produtos comerciais com a marca ‘Pampulha’ impulsiona a divulgação e reforça a imagem da capital mineira, gerando negócios e ampliando as possibilidades de comercialização desses produtos assim como novas receitas em prol do desenvolvimento e fomento das atividades turísticas na cidade”, explica Mendicino.

A Marca Pampulha tem em seu conceito a relação das formas geométricas presentes em seus equipamentos e que compõem os três principais elementos do Conjunto Moderno: a arquitetura de Niemeyer, o paisagismo de Burle Marx e o espelho d’água da Lagoa da Pampulha. O resultado dessa integração foi a criação de uma tipografia, revelando a palavra Pampulha quando aplicada em conjunto, unindo arquitetura (quadrado), paisagismo (círculo) e espelho d’água (um quarto de círculo). A proposta é de que a Pampulha só exista enquanto conjunto em que os referidos elementos são indissociáveis. 

Integram o Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, a Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube, as praças Dino Barbieri e Dalva Simão, além do espelho d’água da lagoa no trecho que os articula. 

12 de abr de 2017

CURSO O PODER DA AÇÃO, COM DANIELA SALOMÃO E NADGER GOSLING

Daniela Salomão e Nadger Gosling ministram
 curso de coaching, em BH, com o método criado por Paulo Vieira,
fundador da Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico

 Ministradoras oficiais, autorizadas pela FEBRACIS - Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico Daniela Salomão e Nadger Gosling realizam, nos dias 6 e 7 de maio, sábado e domingo, o curso com ferramentas de coaching “O poder da ação”, com o método criado pelo master coach Paulo Vieira, fundador da Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico, autor do best seller homônimo ao curso.  

“O poder da ação” apresenta caminhos e ferramentas eficazes para transformar as atitudes e gerar resultados acima das expectativas.

O curso, relacionado ao método apresentado no livro de Paulo Vieira, tem por objetivo fazer com que as pessoas se despertem pra elas mesmas, para a vida que estão levando e identifiquem o seu estado atual, os resultados que estão obtendo. A partir desta análise, a pessoa é convidada a entender que os resultados são fruto da sua comunicação, pensamentos e sentimentos. Tais fatores ao longo do tempo formam sua base de crenças e toda crença é auto-realizável.  

O evento, que acontece no Othon Palace Hotel (Av. Afonso Pena, 1050 - Centro, Belo Horizonte – MG) e têm inscrições abertas pelo site www.sympla.com.br Vagas limitadas. Informações adicionais e inscrições: (31) 991579937. Lote promocional, para inscrições feitas até o dia 27de abril, apenas via telefone.

No dia 27 de abril, quinta-feira, às 19h, Nadger e Daniela realizarão uma palestra informativa sobre o curso, com entrada franca à Rua Ceará, 239 - Santa Efigênia. Inscrições para a palestra podem ser feitas via telefone (31 991579937 ou  através do emal costasalomao@yahoo.com.br 


DANIELA SALOMÃO
Formada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, mestre e doutora em direito, professora da FUMEC e PUCMINAS por 5 anos, Procuradora do Município de Belo Horizonte, há 21 anos,  Coach Integral Sistêmico formada pela Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico, atua comocoach life e coach palestrante.


NADGER GOSLING
Formada em Administração de Empresas, Especialista em gestão comercial pela FGV, Coach Integral Sistêmico formada pela Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico, atua comocoachlife e coach palestrante. É sócia diretora da Tour Code Viagens e Representações Comerciais, empresa que atua no mercado mineiro há 09 anos.

COACHING INTEGRAL SISTÊMICO - CIS
O Método do Coaching Integral Sistêmico, chamado de Método CIS, criado pelo master coach Paulo Vieira, também fundador da Federação Brasileira de Coach Integral Sistêmico, acredita que a vida abundante é para todos e é para ser vivida, aqui e agora e que todos nós podemos alcançá-la, desde que hajamos certo e na hora certa.

Coaching Integral Sistêmico se difere dos demais processos decoaching por entender que o homem é um ser integral, devendo ser trabalhado em seus hemisférios esquerdo - racional, analítico e direito - emocional e intuitivo. Entende que ao trabalhar apenas a racionalidade, como é o caso do coaching tradicional, não alcançará resultados duradouros, por não se ter tratado a causa, mas apenas a conseqüência.  Entende, também, que o homem é um ser sistêmico, manifesta-se sob diversos aspectos, os quais deverão estar em harmonia para que ele se sinta feliz e pleno. Isto significa dizer que não se pode tratar apenas do aspecto profissional, por exemplo, se o conjugal está ruim, pois esse, necessariamente, está interferindo no resultado do primeiro. E isso faz com que o método CIS alcance uma maior eficácia, por cuidar de, pelo menos, onze pilares da vida do indivíduo, sendo esse mais um ponto de diferenciação docoaching  tradicional.  Segundo este método, os resultados que temos em nossa vida decorrem, principalmente, das crenças adotamos como verdades e que passaram a guiar nossas escolhas, conscientes ou inconscientes.  Crença, por sua vez, é toda comunicação  (entendida aqui como comportamento), pensamento e sentimento que manifestamos de forma repetida ao longo do tempo ou sob um forte impacto emocional. A questão é que TODA CRENÇA É AUTO REALIZÁVEL!  Se você acredita... ACONTECEU! Por isso identificar e modificar as crenças limitantes constitui pressuposto do sucesso.

Acorde para viver o melhor da sua vida, hoje, acorde para ser feliz agora,
acorde para realizar suas metas mais importantes – e as menos importantes também – afinal elas são suas”. (Paulo Vieira)

O PODER DA AÇÃO
O curso "O Poder da Ação" traz esses conceitos de forma clara e lógica. Alem disso, convida a um auto despertar, a olhar pra si próprio e e refletir sobre o estado atual, onde a pessoa está e como estará daqui a 1, 2 ou 5 anos se continuar agindo da mesma forma. Ensina que não é possível fazer sempre as mesmas coisas e querer ter resultados diferentes.  O curso convoca à ação! A identificar aonde se quer chegar! A não abrir mão dos nossos sonhos mais genuínos, daqueles que as pessoas abandonam por acreditarem não serem merecedoras, ou se tratarem de sonhos impossíveis. Ensina a traçar um plano de ação para a sua realização,  com prazo, sub-metas e uma agenda arrojada, denominada a "Nova Agenda da Vida Extraordinária", que é onde estarão definidas as atitudes assertivas diárias que conduzirão à realização da meta.

Em seguida, mostra o que é foco de sucesso e como ele deve ser distribuído ao longo do tempo, pois toda meta tem o seu prazo de realização.
Ensina, ainda, que todas as respostas estão dentro de cada um, que a vida é uma projeção, um reflexo de nós mesmos, como se fosse uma grande tela de cinema, sendo que nós somos o retroprojetor. Com isso nos apresenta o conceito de AUTO RESPONSABILIDADE, ao declarar de forma categoria que "Está tudo certo, cada um tem a vida que merece". 

Outro aspecto importante é a necessidade de nos questionar, pois o questionamento leva à reflexão e ao aprendizado, ao passo que as respostas prontas não.   

Por fim, ensina a crer em Deus, tenha ele o nome que for e em nossa capacidade, para com fé, gerar um universo melhor. Para tanto, traz conceitos da neurociência e da química poderosa que podemos produzir a nosso próprio favor através de exercícios específicos para ativar tais recursos.

 “Creio que você e eu estamos aqui para ter e viver o melhor deste mundo, aqui e agora” (Paulo Vieira)

O CURSO:
Tem poder quem age
·         Saia da zona de conforto.
·         Quebre o ciclo vicioso.
·         Alcance a alta performance.

Benefícios pessoais
·         Aprenda a desenvolver seu foco e seja mais produtivo, acabando de vez com as distrações;
·         Conquiste seus objetivos financeiros, pessoais e profissionais mais ousados.
·         Elimine a procrastinação da sua vida e finalize seus projetos em tempo recorde.

É um curso especial, preparado com muito amor e cheio de ferramentas
para iniciar o processo de mudança efetiva dos participantes”
(Daniela Salomão)

CURSO “O PODER DA AÇÃO”
com Daniela Salomão e Nadger Gosling
6 e 7 de maio, sábado e domingo
Othon Palace Hotel
Av. Afonso Pena, 1050 - Centro, Belo Horizonte – MG
INSCRIÇÕES ABERTAS. VAGAS LIMITADAS.
Informações adicionais e inscrições: (31) 991579937
Lote promocional, para inscrições feitas até o dia 14 de abril. 

11 de abr de 2017

TREM DAS 7 - DE VIAJANTE A CONDUTOR DA PRÓPRIA VIDA.



ex-apresentadora de TV, psicóloga e coach Érica Machado, criou e está desenvolvendo um projeto voluntário que realiza coaching com pessoas em situação de rua.

Os encontros são coordenados por Érica Machado e Tânia Campos, também coach e psicóloga. Mais que uma ação assistencialista, Érica propõe e está desenvolvendo um trabalho que já está fazendo a diferença para os participantes. Os membros do grupo estão realizando palestras, onde compartilham as experiências de vida antes e após o processo que dura 12 sessões. A história não termina aí. Alguns deles estão sendo encaminhados para recolocação no mercado de trabalho e um curso de empreendedorismo é a pauta da segunda etapa do projeto.

Érica Machado e o Trem das 7

 No final de 2016, Érica Machado iniciou sua participação em um projeto voluntário no Albergue Tia Branca.  Liderado pelo Tio Flávio Cultural, quinzenalmente, leva arte e cultura para os albergados. Em conversa com os albergados, certo dia, a coach encontrou um que afirmou estar bebendo muito e consumindo muita droga. “A pergunta mais óbvia foi a que fiz: ‘Por quê?’A resposta que ouvi, foi a mais desconcertante: ‘Para dar conta’. Me atravessou com um punhal e conversamos sobre este ‘dar conta’: medos reais. Medo da violência, medo de ser queimado vivo, medo de não conseguir reconstruir a vida, culpas, a dor causada pela  invisibilidade, saudade de casa, o frio. Naquele momento eu me fiz  perguntas decisivas e que me colocaram em ação: O que eu posso fazer para mudar esta situação? Mesmo que seja a situação de uma pessoa? No impulso, levantei-me  e procurei a diretora do Albergue e propus um processo de coaching. Eu e a Tânia Campos já tínhamos experiência em desenvolvimento de grupos com processos de coaching. Então, decidi  convidá-la a participar e ela aceitou, na mesma hora.” (Érica Machado)

No dia 03 de janeiro Érica realizou uma palestra no Albergue, explicando o que seria o projeto. No início, a turma acolheu doze participantes.  Dois deles desistiram na primeira sessão, outros três, ao longo do processo deixaram o grupo. Tânia e Érica finalizaram os trabalhos com a primeira turma com seis integrantes.

“O processo de coaching é um processo de transformação que possibilita às pessoas alcançarem seus objetivos . Investiga o estado atual de vida e define, com clareza, o estado de vida desejado. A partir daí, traçamos metas, planejamos ações, desenvolvemos habilidades necessária para se alcançar o objetivo”, explica Érica Machado.

Por que " Trem das 7"?
“Sete horas – 7 –  é o horário do início da sessão. O trem é uma metáfora. Para que uma mudança aconteça, você tem que abandonar crenças que te limitam, ter metas, planejar ações, ultrapassar limites, vencer desafios. É ir pulando de vagão em vagão, até  se tornar o "condutor da própria vida" (Érica Machado)

A primeira turma do “Trem das 7” teve início no dia  05 de janeiro.  E, a segunda, já está em ação desde o dia 30 de março.  As sessões acontecem toda quinta-feira, das 7 às 9 da manhã, no Albergue Tia Branca (Rua Conselheiro Rocha, 351 – Floresta – BH - MG).

“No início dos trabalhos com a primeira turma, encontramos homens que não acreditavam que uma mudança pudesse acontecer. Desacreditados de si, com dificuldade de "sonhar". As mudanças são muito concretas: desde a eliminação do consumo de substâncias tóxicas até o planejamento da saída da rua.” (Érica Machado).

Relatos de alguns integrantes da primeira turma do “Trem das 7”
A sessão que fez a diferença para mim foi quando fui levado a pensar as ‘perdas e ganhos’. Me emocionei muito no dia. Eu ficava achando que a mudança seria difícil, que sair da rua seria difícil, abandonar os maus hábitos seria difícil, mas quando eu parei para pensar o quanto eu estava perdendo por estar nesta situação eu chorei muito. Me deu saudade de quando eu trabalhava, das minhas filhas, de ser uma pessoa respeitada. Eu vi que eu precisava mudar naquela hora e que só dependia de mim". (Leo)

"Todas as sessões foram importantes para mim. Eu ainda tenho medo da recaída, sabe.. Mas quando eu lembro do grupo, eu fico forte. O grupo da força pra gente, a gente fica disputando entre a gente quem tem mais vitórias. Isso é tão bom! Eu quero voltar a ser o orgulho para a minha filha. Eu serei." (Ednilson)

 "Eu não tinha mais perspectiva de nada nessa vida. Entrei nesse projeto para ver qual seria o lero-lero. Pensei:  não tenho nada para fazer mesmo, vou lá ver qual é! Hoje, eu voltei a estudar, tô fazendo curso de cabeleireiro, vou ter uma profissão. Dei até entrevista na rádio. Tô me sentindo gente. Acho que a minha mãe, que já morreu, deve estar sentindo orgulho de mim”. (Fernando)
O Projeto conseguiu uma parceria com o Centro Divina Providência, onde alguns estão fazendo cursos profissionalizantes.
Um dos grandes desafios relatados por eles é que -  além de todas as dificuldades que viver na rua representa -  arrumar emprego não é nada fácil. Os relatos apontam que quando entregam algum currículo e tem que comprovar residência, são preteridos.

Para evitar que os integrantes do grupo fiquem reféns do emprego formal, as profissionais voluntárias decidiram dar continuidade ao projeto com um curso de Empreendedorismo.  As aulas serão ministradas por uma Guilhermina Abreu, empreendedora social, que já tem expertise em empreendedorismo social e que já trabalha com recuperandos da APAC. “Mais um voluntário que sobe no trem, nessa viagem”, celebra Érica Machado.

Outros voluntários estão embarcando nesse tremLaura Barreto e Bê Santanna, dois praticantes da corrida de rua, criaram o Projeto “Vou Correndo”: um grupo de corredores de rua com os participantes do Trem das 7. Correr é muito simbólico: é sair do lugar, além de todos os benefícios físicos que pode proporcionar.  Eles passarão por exames médicos, fisioterápico e nutricional.

No dia 20 de abril os integrantes do primeiro grupo “Trem das 7” realizam a palestra “TREM DAS 7: de viajante a condutor da própria vida”, na Defensoria Pública, como convidados do projeto “Sala de Espera”.

Informações adicionais sobre o Projeto Trem das 7:


(31) 995492449 - oprojetotremdas7@gmail.com

CIRCUITO MODERNO DA PAMPULHA


O Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, ganha mais uma atração para turistas e moradores da cidade.  A Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura e da Belotur, inaugura, nesta terça-feira, dia 11, o "Circuito Pampulha Noturno”. O projeto irá promover semanalmente, sempre às terças-feiras, até as 21h, uma programação integrada em diversos espaços da região, envolvendo atividades culturais, artísticas, esportivas e de lazer.
    Além dos equipamentos culturais como o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e a Casa Kubitschek, haverá programação também em diversos outros espaços, entre eles o Iate Tênis Clube, o Museu do Futebol, o Aquário da Bacia do Rio São Francisco e o CAT Veveco, além das praças Dino Barbieri e Dalva Simão. O Circuito Pampulha Noturno é mais uma ação integrada de promoção do patrimônio mundial. 
    
        Confira a programação completa no site http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/
 
  

10 de abr de 2017

CAFUZO - SÉRGIO MOREIRA SE APRESENTA EM BH!

foto: Mônica da Pieve

“Misturaram pretos e índios, dalí nasceu minha avó, eu vivia meio confuso sem saber o porque do arrepio ao bater do tambor,mas agora eu sou cafuzo, a morena tingiu minha cor, eu não vivo mais tão confuso, compreendo o porque do arrepio ao bater do agogô”
Este é um trecho da canção “Cafuzo” de Sergio Moreira, composta em 1982.

O índio habita a criação de Sérgio Moreira desde o início da sua carreira, é um discurso permanente em suas apresentações. “Ser índio não é questão de sangue, é estado de espírito” - é nesse pensamento que Sérgio Moreira subirá ao palco no próximo dia 19 de abril, Dia do Índio, apresentando canções que nos levam a meditar sobre a nossa existência, neste momento caótico em que vivemos.

show “Cafuzo”, de Sérgio Moreira, acontecerá no dia 19 de abril, quarta-feira, às 20h30, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (Av. Amazonas, 315 – Centro – BH).  No palco, Sérgio Moreira (voz e violão), Serginho Silva (percussão), Rogério Delayon (violões, viola de 10, ukelele) e Juninho Fiuza (baixo). Participação especial: Déa Trancoso. Ingressos já à venda: www.compreingressos.com

Nascido em Teófilo Otoni, moldado em Nanuque e amadurecido em Belo Horizonte, Sérgio Moreira começou sua carreira aos 15 anos na Rádio Difusora de Nanuque.  Ali, a música se fez presente através de artistas também em início de carreira como Xangai, Zé Edison, Kamil, e o jovem Sérgio absorvendo todas aquelas informações.
Em 1972 mudou se para Belo Horizonte e foi estudar no Colégio Estadual Central, referência  cultural da época, onde conheceu Flávio Venturini, Sirlan, Fernando Brant, Lô Borges, Beto Guedes, Melão, Leri Faria, Celso Moreira e muitos outros músicos da “geração 70”. Logo fundou sua primeira banda “A nuvem de Gafanhotos” e depois foi convidado a participar do “Grupo Ingazeira”, até iniciar sua carreira  solo em 1980. A partir daí Sérgio Moreira começa a gravar seus primeiros discos, dirige espetáculos, apresenta-se em festivais e feiras de cultura, participa ativamente da vida cultural da cidade.

Sérgio Moreira por Sérgio Moreira
“Faço música pautado na capacidade de mudar, de incluir, de abraçar. Os temas surgem do cotidiano, das minhas vivências comigo mesmo e com o próximo. Faço da música um escape e a música faz de mim seu veículo. Preciso conversar com o íntimo e o externo, fazer essa ponte de duas vias. Todas  as letras têm um traço próprio. A poesia ensina e meu estilo conta estórias como num roteiro de curta metragem ou videoclip. Sou visionário com os pés no chão, me encanto com as estrelas, mas sou difícil de seduzir. A música tem sua própria força, quem faz a música é ela própria, o músico é só o pedreiro”.

O primeiro LP - “Sérgio Moreira” - gravado em 1985, já dava notícia de um ecletismo sem preconceitos, provavelmente herança de seu trabalho em rádio FM do interior, onde Odair José, Jerry Adriani, Tom Jobim, João Gilberto e Chopin conviviam em santa harmonia , cada um em seu contexto e importância.
O segundo CD - “Transparente” - é fruto da tentativa de organizar esse ecletismo. Todas as canções falam de coisas bem de dentro, de como o artista se posiciona  diante  do lúdico, do pensamento subjetivo. Em uma das faixas, a letra diz “Quando a luz do raio / apaga a luz da rua / e vem aquela estranha sensação / cidade nua / os faróis iluminam teu rosto / e teu corpo ganha um novo tom”.
O terceiro CD - “Negro” - aporta em sua vida a partir de histórias contadas pela mãe. “Negra é a pele que me veste / é o calor que me reverte a um lugar onde vivi / eu sou filho do teu leite / e espero que me aceite / na cor em que me acolhi”. Todas as canções têm raiz afro, incluindo “Brejo da Cruz” de Chico Buarque,  “Cravo e Canela” de Milton e Ronaldo Bastos, “Lero Lero” de Edu Lobo e Cacaso.
Sérgio tem a sensação de seguir seu percurso tentando explicar o inexplicável - “afinal a arte nunca se explica, é por isso que se chama Arte”
 SÉRGIO MOREIRA
Show “Cafuzo”
19 de abril, quarta-feira, às 20h30
Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec
Av. Amazonas, 315 – Centro – BH
Ingressos já à venda: www.compreingressos.com

4 de abr de 2017

MINAS TREND ANO 10: COMEÇA HOJE!

 SUCESSO E INOVAÇÃO MARCAM A HISTÓRIA DA SEMANA DE MODA MINEIRA 

A noite de abertura do MInas Trend, realizado no Expominas, na segunda, dia 3, imprimiu um olhar diferente aos desfiles. Na passarela, uma moda que parece pronta a ganhar as ruas. Looks  com ares de urban scenes desfilaram ao som de Flávio Renegado, com as modelos levando consigo notebook, skate, jornais e mais... enfim, elementos que disseram, com clareza, que os estilistas estão propondo moda para a vida real. O vermelho colore  o preto brinca com o prata e a vida acontece, celebrada por grandes nomes da moda mineira, brasileira, universal! 

desfile de abertura MInas Trend 2017

Completando 10 anos de existência, o Minas Trend, hoje considerado uma das principais feiras de lançamento de moda do país, pouco lembra o já distante ano de 2007 quando 90 grifes, incluindo marcas ícones da moda mineira como Barbara Bela, Maria Bonita Extra, Renato Loureiro, Mary Design, Elisa Atheniense e Luiza Barcelos, entre outras, se reuniram para lançar suas coleções através de um evento inovador que tinha como principal objetivo aliar conceito de moda a uma forte plataforma de negócios. Promovido pela Fiemg – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, o Minas Trend foi, a cada edição, consolidando seu perfil inovador como único evento do setor que oferece aos compradores profissionais a possibilidade de avaliar, em um único local, os lançamentos das principais grifes brasileiras de vestuário, bolsas, calçados, joias, bijuterias e acessórios. Além das principais grifes mineiras, reconhecidas pelos diferenciais que distinguem suas criações internacionalmente, o evento foi, gradativamente, agregando em seu portfolio marcas formadoras de opinião de todo o país, caracterizando-se hoje por apresentar o que de melhor é produzido no território nacional em termos de moda e design. 

 A 20ª edição do Minas Trend, que acontece de 04 a 07 de Abril de 2017, irá destacar os 10 anos do evento e sua importância para o reposicionamento e qualificação da produção mineira de vestuário, calçados, joias, bijuterias e acessórios na última década. O evento irá adotar como tema inspiracional estes 10 anos de realizações, refletidos através da concepção visual especialmente desenvolvida pelo escritório Pedro Lázaro Arquitetura. Definida como “ano.dez”, a simbologia adotada traz como referência o ciclo evolutivo das borboletas para exprimir as características que pautaram a história do Minas Trend como evolução, transformação, liberdade, fertilidade e continuidade, entre outras. Para reforçar o espirito comemorativo, algumas atividades já estão definidas como a exposição “Tempo”, que reunirá looks das grifes mineiras participantes do Salão de Negócios inspirados nas simbologias do tempo e na importância dos 10 anos da moda mineira para o Brasil através de uma visão que permita novas possibilidades para o futuro. Outro destaque será a exposição “Minas Trend + 10”, onde a grife Plural, que registra 16 participações no Salão de Negócios e 12 desfiles realizados durante o evento, irá apresentar sua concepção sobre a democratização das tecnologias como fenômeno pop do século XXI, aliadas às novas necessidades do mercado que volta-se, cada vez mais, para a busca da personalidade individual através da exclusividade customizada. Também estão previstas ações promovidas pelo SENAI, como o “Laboratório Aberto”, espaço colaborativo, aberto à comunidade, que oferece todo apoio técnico para a protipação de novos produtos, processos e negócios, e SENAI Modatec, centro de referencia de criação e produção de vestuário, que visa a capacitação e formação profissional, desenvolvimento e transferência de tecnologia e prestação de serviços para os setores têxtil, confecção, calçados e bolsas. 
www.minastrend.com.br 

2 de abr de 2017

MANUSCRITOS DE BUENOS AIRES: DESCOBERTA HISTÓRICA E VALIOSA PARA A MÚSICA


Através de importante tese de doutorado defendida pelo
violonista mineiro Fernando Araújo, chegam a público
OS MANUSCRITOS DE BUENOS AIRES:
obras recém-descobertas de Francisco Mignone,
ao lado de Villa-Lobos, Oscar Lorenzo Fernandez e Camargo Guarnieri,
um dos maiores compositores brasileiros do século XX
Concerto inédito apresenta o repertório, dia 18 de abril, no Conservatório da UFMG
 
Com entrada franca, no dia 18 de abril, terça-feira, às 20h, o projeto Conexões Musicais apresenta Fernando Araújo e Celso Faria, violões em um programa inédito:“Os Manuscritos de Buenos Aires: obras recém-descobertas de Francisco Mignone”,

OS MANUSCRITOS DE BUENOS AIRES
As obras do compositor, pianista, regente, professor e flautista Francisco Mignone (São Paulo SP 1897 - Rio de Janeiro RJ 1986) -  um dos maiores compositores brasileiros do século XX - chegam a público, graças a defesa da tese de doutorado do violonista Fernando Araujo, em trabalho e apresentação notáveis. Revelação compartilhada exatamente no ano em que celebra-se os 120 anos de nascimento de Mignone. 

“Mignone foi talvez o músico mais completo que possuímos. Compositor de primeira plana, excelente professor,experimentado regente, virtuoso do piano, acompanhador insuperável, hábil orquestrador, notável intérprete da música de câmara,
poeta aceitável, escritor cheio de verve, intelectual de ampla cultura geral, tornou-se uma das figuras mais importantes da história da música brasileira. E possuía esse tesouro inestimável que tão poucos compositores patrícios chegaram a adquirir - métier, um dos segredos de seu sucesso.” (Vasco Mariz, historiador)

Os referidos manuscritos contêm obras para duo de violões escritas em agosto de 1970 e dedicadas ao casal de violonistas argentinos Graciela Pomponio e Jorge Martínez Zárate, que formavam o Duo Pomponio-Zárate. Estas peças permaneciam, com exceção de uma (Lundu), inteiramente desconhecidas e ignoradas pela comunidade musical e acadêmica no Brasil, estando ausentes de todos os catálogos e literatura dedicados à obra de Mignone.

Trata-se, portanto, de pauta valiosa para o apreço de jornalistas atentos ao segmento artístico e musical, professores, músicos, entre tantos que possam perceber a importância significativa de um trabalho que merece ser publicado e, ainda registrado fonograficamente, por Fernando Araújo. Afinal, ainda são raras as oportunidades de fácil acesso a conteúdos de teses úteis e atemporais.


“A descoberta de uma coleção como essa é como a descoberta de um novo “jardim de veredas que se bifurcam”. A riqueza da arte se abre à coexistência de inúmeras visões, versões e interpretações, no que posso vislumbrar como a materialização do sonho delirante de Ts’uiPên, o fictício sábio de Borges: a coexistência de “tempos que se aproximam, se bifurcam, se cortam ou secularmente se ignoram” através das inúmeras possiblidades oferecidas pela obra de arte em interação com a criatividade do performer.
Espero que a divulgação desses manuscritos estimule o aparecimento de outros exploradores.”
(Fernando Araújo)

O evento acontece no Conservatório da UFMG (Av.. Afonso Pena, 1453 – Centro – MG – 31 34098300). As cortesias serão disponibilizadas por ordem de chegada. A retirada das cortesias acontece a partir das 19h30, no saguão principal do Conservatório UFMG.

O PROGRAMA:
Duo de violões – Fernando Araújo e Celso Faria
Francisco Mignone (1897-1986)
Os Manuscritos de Buenos Aires (1970) (Edição: Fernando Araújo)*
- Quatro Peças Brasileiras:
1. Maroca
2. Maxixando
3. Nazareth
4. Toada
- 1ª Valsa Brasileira
- 2ª Valsa Brasileira
- Canção
- Lundu

Solo de Celso Faria
Heitor Villa-Lobos (1887-1959):
- Valsa-Choro
Carlos Alberto Pinto Fonseca (1933-2006):
- Estudo nº 2
Aníbal Augusto Sardinha (1915-1955):
- Festival Ary Barroso

Solo de Fernando Araújo
Francisco Mignone:
- Valsa Brasileira Nº 9, em Lá bemol menor
- Estudo Nº 5, em Lá menor
- Estudo Nº 3, em Sol maior

*Obras para duo de violões do Acervo “Martínez Zárate”, pertencente ao Instituto Nacional de Musicologia “Carlos Vega”, Buenos Aires.

A PESQUISA
“Dejo a los varios porvenires (no a todos) mi jardín de senderos que se bifurcan.”
(Jorge Luis Borges, Ficciones)

Através de vasta e consistente pesquisa, cuja defesa denotou sensibilidade em conteúdo e escrita acerca dos documentos recém descobertos, Fernando Araújo, que abriu seu trabalho em uma feliz e sutil analogia metafórica com frase de Jorge Luis Borges, abordou o tema segundo três linhas principais de investigação: aspectos musicológicos, interpretação e edição. Soma de conhecimento técnico, experiência no âmbito acadêmico e, uma linguagem consciente para compreensão e apropriação da informação em outras vertentes. Olhar atento e consideração histórica respeitável, porém, igualmente, viável à inspiração, por exemplo, relacionada ao exercício das atividades de edição musical, eventualmente, consideradas através dos tempos. 


Na banca examinadora do exame de doutorado, unânime em reconhecimentos a Fernando Araújo:  o Prof. Dr. Fausto Borém de Oliveira – UFMG (orientador e que, em uma visita ao Instituto Nacional de Musicología “Carlos Vega”, em Buenos Aires, descobriu os manuscritos de Mignone, objetos da tese de Fernando Araújo), a Prof. Dr. Silvina Luz Mansilla – UBA (Universidad de Buenos Aires – Argentina) – participação em língua pátria, via Skype, o Prof. Dr. Daniel Wolff – UFRGS, o Prof. Dr. Guilherme Caldeira Loss Vincens – UFSJ e o Prof. Dr. Oiliam José Lanna – UFMG. 


“Essa tese vem para preencher uma lacuna em um tema que, a meu ver, tinha uma necessidade latente - os manuscritos de Buenos Aires. (...)
O alcance e a consistência de conteúdo estão perfeitamente definidos e as conclusões constituem contribuições e aplicações bastante fortes e concretas.”  (Prof. Dr. Silvina Luz Mansilla – UBA – Universidad de Buenos Aires – Argentina)

FERNANDO ARAÚJO
Natural de Belo Horizonte/MG, Fernando Araújo é Bacharel e Doutor em Música pela Escola de Música da UFMG e Mestre em Música pela Manhattan School of Music de Nova York.
Fernando Araújo obteve, entre outros, o Prêmio Turíbio Santos no II Concurso Internacional Villa-Lobos e o 1o. Lugar e Prêmio de Melhor Intérprete de Villa-Lobos no II Concurso Nacional Villa-Lobos. Foi vencedor, com o soprano Mônica Pedrosa, do XX Artists International Auditions em Nova York, tendo o duo se apresentado no prestigioso Carnegie Recital Hall.
O violonista apresentou-se em diversas cidades dos EUA, Europa e Brasil. Atuou como solista com várias orquestras, dentre elas a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. Tem sido convidado a participar como jurado em diversos concursos, dentre eles o Concurso Julián Arcas, na Espanha.

Lançado pelo selo Karmim, o CD ‘Universal’, no qual Fernando Araújo interpreta obras de Villa-Lobos, Piazzolla e Garoto, foi muito bem recebido pela crítica especializada. Recentemente, lançou, com a cantora Mônica Pedrosa, o CD ‘Canções da Terra, Canções do Mar’, no qual o duo interpreta seus arranjos de canções de compositores eruditos brasileiros. O violonista é um dos músicos destacados no documentário “Violões de Minas”, escrito e dirigido por Geraldo Vianna.

Fernando Araújo é Professor Adjunto da Escola de Música da UFMG. Buscando fomentare divulgar o violão em sua riqueza de possibilidades, vem se dedicando também à criação ecoordenação de eventos, tendo dirigido as duas edições do Concurso de Violão José Lucena Vaz, realizados em Belo Horizonte. Atualmente coordena, juntamente com osviolonistas Juarez Moreira e Aliéksey Vianna, o Festival Internacional de Violão de BeloHorizonte, evento que, já na sua oitava edição, é reconhecido como o maior e mais importante do gênero no Brasil.

CELSO FARIA
Nascido em Passos (MG) no ano de 1979, Celso Faria iniciou seus estudos musicais de maneira autodidata aos dez anos de idade. Em 1994 ingressou no Curso de Formação Musical, da Escola de Música da UFMG, estudando na classe do professor José Lucena Vaz. Obteve o título de bacharel em violão na mesma instituição sob a orientação do professor Fernando Araújo. É especialista em Música Brasileira - Práticas Interpretativas - pela Universidade do Estado de Minas Gerais e Mestre em Performance Musical pela Universidade Federal de Minas Gerais. Celso também foi aluno de violão de Beto Davezac na Fundação de Educação Artística (Belo Horizonte) e de música de câmara de Norton Morozowicz na UERJ (Rio de Janeiro).
Celso Faria obteve várias premiações, dentre elas: menção honrosa no “VII Concurso Nacional de Violão Souza Lima” (São Paulo, 1996), vencedor do “IX e XIV Concurso Jovens Solistas” da Escola de Música da UFMG (Belo Horizonte, 1998 e 2004), vencedor do “III e IV Concurso Jovem Músico BDMG” (Belo Horizonte, 2002 e 2003), vencedor do “Concurso Bianca Bianchi” (Curitiba, 2003), vencedor do concurso “Música da Universidade para a Comunidade” (Belo Horizonte, 2003), vencedor do “I Concurso Furnas Geração Musical” (Belo Horizonte, 2004) e semifinalista do “II Concurso de Violão Fred Schneiter” (Rio de Janeiro, 2005).
Com um repertório que se estende desde o período renascentista até o século XXI, Celso Faria tem se apresentado nas mais importantes cidades brasileiras, seja como recitalista de violão solo, integrante em formações camerísticas ou ainda como solista orquestral. Celso gravou diversos programas de rádio e televisão e foi responsável também por várias primeiras audições. Na sua produção fonográfica/audiovisual, destacamos: Romencero Gitano, com o “Coro Madrigale” (selo independente); “100 anos de Arthur Bosmans” (selo “Minas de Som”); e o dvd que acompanha o livro “Caminhos, encruzilhadas e mistérios” de Turíbio Santos (selo “Artviva”).

CONEXÕES MUSICAIS
O projeto Conexões Musicais é uma série de concertos que acontece desde 2014 no Conservatório UFMG, com apresentações de artistas conceituados de Belo Horizonte e de outras instituições e estados.

CONSERVATÓRIO DA UFMG
O Conservatório UFMG é um espaço cultural, localizado em área nobre da cidade de Belo Horizonte. O prédio foi construído em 1926 para abrigar o Conservatório Mineiro de Música, que passou a integrar em 1962 a Universidade Federal de Minas Gerais oferecendo à cidade de Belo Horizonte um curso de música de nível superior. A partir de 1972 o Conservatório Mineiro de Música recebe o nome de Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, permanecendo, porém, o seu nome original na fachada do prédio. O prédio, tombado como patrimônio arquitetônico de Belo Horizonte pelo IEPHA e pela Secretaria Municipal de Cultura, teve as características originais de sua construção recuperadas, tornando-se um espaço requintado e apropriado à realização de eventos.
Entre os anos de 1996 e 2000, o prédio foi restaurado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa/Fundep, permanecendo sob sua administração até o ano de 2000. Atualmente, o Conservatório UFMG integra a Diretoria de Ação Cultural/DAC, juntamente com o Centro Cultural UFMG, a Fundação Rodrigo Mello Franco e o Espaço UFMG do Conhecimento.

CONEXÕES MUSICAIS
Fernando Araújo e Celso Faria, violões
“Os Manuscritos de Buenos Aires: 
obras recém-descobertas de Francisco Mignone”
18 de abril, terça-feira, às 20h
Conservatório da UFMG
Av.Afonso Pena, 1453 – Centro – MG – 31 34098300
ENTRADA FRANCA
cortesias disponíveis a partir das 19h30, no saguão principal do Conservatório UFMG